Quem teve a ideia de
cortar o tempo em fatias,
que se deu o nome de ano,
Nos trazendo a esperança, fazendo-a funcionar no limite da
exaustão.
Doze meses dá para qualquer ser humano se cansar e entregar
os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa
outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui em diante
vai ser diferente
E tudo que já aconteceu fica para traz em um fracção de segundo
E tendo que pensar por que caminho prosseguir ....
E ainda tendo que escolher milhares de caminhos
O tempo é algo que
não
volta atrás.
Por isso plantei minha flor no jardim do seu
coração.
Há um tempo em que é preciso abandonar as trilhas
que já fizemos
Que já têm o formato da nossa vida ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre
aos mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...
Mas a tempo em que ficar naquela trilha
trás aconchego e felicidade
Chegou o tempo em que não se diz mais: meu Deus
Pois não sabemos se ele esta mais a nossa escuta
Tempo em que não se diz mais: minha alma esta em
pranto
Porque a
alma já se partiu
E os olhos não choram.
E o suspiro faz transparecer um caminho que você não
vê inicio nem fim.
E o coração fica seco.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra de teus olhos resplandece
E toda certeza, já não sabes se ira sofrer.
E avistasse de longe o teu fiel amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Meus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios provam apenas que a vida prossegue
Qual é a idade das primeiras palpitações, a idade
dos sonhos, a idade dos sentimentos , a idade de
Julieta; é a flor, é a vida, e a
esperança, o céu azul, o campo verde, o lago
tranquilo, a aurora que rompe, o lobo
que ruiva, Romeu que desce a escada de seda, o
último beijo que as brisas da manhã ouvem e levam, como um eco, ao céu.
Chegou um tempo em que não adianta para.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A viva apenas, sem justificação
O tempo passa...
Mesmo quando isso parece impossível
Mesmo quando cada
batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma.
Passa do modo inconstante, com guinadas estranhas
e calmarias arrastadas, mas passa.
Quando uma porta da felicidade do tempo se fecha,outra na
mesma procedência se abre
Mas costumamos ficarolhando tanto tempo
para a que se fechou
que não vemos a que se abriu.
Então torno a me perguntar
De que são feitos
os dias?
De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,momentâneo lampejo:
Vagas felicidade, de grande esperanças.
De loucuras, de crimes, de pecados, de glórias
do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
O tempo nos aproxima
cada vez mais, e nos afasta em decisões que
nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos vendados,
O choro e que fez
meu clima
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
Pois só quem sentiu escutou
o apelo da eternidade que limpa a ferida".
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.
Aos que a felicidade olha
O sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que ouvem é um grito
Seja ela a voz da sabedoria
O apenas a voz de uma pessoa em aflito
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, não se discute os ponteiros.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos
meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque na sua ausência assimilada,
Só o tempo a rouba de mim..
avila walison